Viajar com seu pet pode ser uma delícia, mas o enjoo no carro transforma o passeio em um desafio? Saiba como garantir o bem-estar do seu companheiro de quatro patas!

Com a chegada das férias, muitas famílias planejam viagens e incluem seus pets nessa aventura. No entanto, o que deveria ser um momento prazeroso pode se tornar estressante quando cães e gatos apresentam enjoo, náusea ou ansiedade dentro do veículo. Esse problema, mais comum do que se imagina, pode ser prevenido e controlado com planejamento e cuidados simples antes e durante o trajeto.

Entendendo o Enjoo em Pets: Causas e Sintomas

A veterinária Michelle Roismann explica que o enjoo em pets é frequente e, na maioria das vezes, evitável. Filhotes e animais jovens, cujos sistemas de equilíbrio ainda estão em desenvolvimento, são mais propensos. Animais que viajam pouco, tiveram experiências negativas no carro ou sofrem de problemas de ouvido, como otites, também integram o grupo de risco. Em gatos, o desconforto muitas vezes vem acompanhado de estresse intenso.

O principal gatilho é o movimento do veículo. Curvas, freadas, acelerações e estradas sinuosas afetam diretamente o sistema vestibular, responsável pelo equilíbrio. “Somam-se a isso calor, pouca ventilação, cheiros fortes, excesso de estímulo visual e, muito importante, a ansiedade, pois o pet pode antecipar que vai passar mal ou associar o carro a algo ruim”, destaca a especialista.

Identificar a causa é fundamental. O enjoo físico, conhecido como cinetose, geralmente surge após o carro começar a andar, com sintomas como salivação excessiva, lambedura dos lábios, engolir seco, náusea e vômito. Já a ansiedade pode aparecer antes mesmo da saída, manifestando-se por ofegância, tremores, vocalização, inquietação, tentativas de fuga, ou até mesmo urinar ou defecar por medo.

Adaptação Gradual e Ambiente Confortável: A Chave para o Sucesso

Uma das estratégias mais eficazes é a adaptação gradual. Comece permitindo que o pet entre e saia do carro sem que ele se mova. Em seguida, ligue o motor sem sair do lugar, e depois realize voltas curtas. É crucial associar essas experiências a algo positivo, como petiscos e elogios. Manter o ambiente do carro calmo, fresco, bem ventilado e livre de cheiros fortes também contribui significativamente para reduzir o desconforto do animal.

Transporte Seguro e Adequado: Mais Conforto e Segurança

O uso de dispositivos de transporte adequados é essencial, não apenas para a segurança, mas também para o bem-estar do pet. Para gatos, a caixa de transporte é a opção mais indicada. Para cães, o cinto de segurança acoplado a um peitoral específico ajuda a limitar movimentos bruscos e proporciona uma sensação de maior controle, reduzindo o balanço corporal e, consequentemente, a náusea.

Alimentação e Hidratação Corretas Antes e Durante a Viagem

A alimentação pré-viagem requer atenção especial. Refeições pesadas aumentam o risco de náusea. “Em geral, o ideal é evitar ‘pratão’ antes de viajar e optar por uma alimentação mais leve, com antecedência”, orienta a veterinária. Petiscos gordurosos durante o trajeto e o consumo exagerado de água imediatamente antes da saída devem ser evitados. Durante o percurso, observe sinais como salivação excessiva, bocejos repetidos, rigidez corporal, inquietação e, em alguns casos, diarreia por estresse.

Medicamentos e Paradas Estratégicas: Quando e Como Usar

Em casos mais intensos, o uso de medicamentos pode ser necessário, sempre com orientação profissional. Eles são indicados quando o pet tem histórico de vômitos frequentes, o mal-estar é intenso ou a viagem é longa e inevitável. É fundamental nunca medicar por conta própria ou usar remédios humanos. Informe o veterinário sobre doenças pré-existentes e teste a medicação com antecedência.

Para viagens longas, as paradas regulares são importantes, especialmente para cães. Recomenda-se parar a cada 2 a 3 horas para oferecer água, permitir que o cão urine, defeque e caminhe um pouco. No caso dos gatos, as paradas devem ser mais cautelosas, priorizando conforto e hidratação sem retirá-los da caixa em ambientes abertos.

O Que Nunca Fazer para Evitar o Mal-Estar do Seu Pet

A especialista reforça alguns pontos cruciais sobre o que evitar: nunca medique seu pet por conta própria, nem ofereça remédios humanos. Não deixe o animal solto no carro, não force comida durante a náusea, e jamais brigue ou puna o animal por estar passando mal. Deixar a cabeça para fora da janela e usar cheiros fortes ou óleos essenciais também não são recomendados.

Para quem vai viajar com pets pela primeira vez, o planejamento é a chave para um trajeto tranquilo. Faça pequenos treinos nos dias anteriores, mantenha o carro bem ventilado, leve um kit básico de emergência e, se o pet demonstra enjoo ou muito medo, procure o veterinário antes da viagem para montar um plano completo e garantir que todos aproveitem a jornada.

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