A Prefeitura de Belo Horizonte sancionou uma lei inovadora que permitirá a construção de alas dedicadas a animais de estimação em abrigos destinados a pessoas em situação de rua. Essa iniciativa pioneira busca garantir que os tutores em vulnerabilidade social não precisem mais se separar de seus companheiros de quatro patas, promovendo um acolhimento mais humano e completo.
A nova regra, publicada no Diário Oficial do Município (DOM) nesta quarta-feira (14/1), foi assinada pelo prefeito em exercício, Juliano Lopes. Anteriormente, a permanência de animais nos abrigos públicos era proibida, o que criava um dilema doloroso para muitas pessoas em situação de rua, forçadas a escolher entre o abrigo e seus pets. Agora, a possibilidade de acolhimento conjunto visa fortalecer o vínculo entre tutores e animais, reconhecendo o papel fundamental desses bichinhos no suporte emocional e na companhia para essa população.
Um espaço pensado para o bem-estar animal
A legislação detalha que as alas destinadas aos animais deverão ser planejadas com foco total em seu bem-estar. Isso significa garantir condições ideais de higiene, ventilação e iluminação adequadas. Além disso, a estrutura deverá prever infraestrutura para prover alimentação, cuidados básicos de saúde e suporte para programas essenciais como castração e vacinação.
Essa preocupação com as necessidades específicas dos animais demonstra um avanço significativo na forma como a cidade lida com a população em situação de rua e seus animais. A ideia é criar um ambiente seguro e saudável tanto para os tutores quanto para seus pets, promovendo um convívio harmonioso e digno.
Ações educativas e parcerias para um futuro melhor
A lei vai além da infraestrutura física, prevendo também a promoção de ações educativas. Essas iniciativas terão como objetivo conscientizar tanto os tutores quanto a sociedade em geral sobre a importância da guarda responsável e do bem-estar animal. O fomento de parcerias com organizações da sociedade civil também é um ponto chave, visando a realização de campanhas de adoção responsável para animais que, infelizmente, se encontram abandonados.
A administração desses novos espaços poderá ser realizada diretamente pelo Poder Executivo, através dos órgãos competentes, ou em colaboração com ONGs e outras entidades, mediante a formalização de convênios. Essa flexibilidade na gestão visa otimizar os recursos e a expertise de diferentes setores para garantir a eficácia da lei.
Condicionantes e entrada em vigor da lei
É importante notar que a execução desta lei está condicionada à disponibilidade orçamentária e financeira do Município de Belo Horizonte. A legislação, que representa um marco na política de acolhimento da cidade, entrará em vigor 90 dias após a sua publicação.
A iniciativa da Prefeitura de Belo Horizonte, conforme noticiado por otempo.com.br, reflete uma crescente conscientização sobre a importância dos animais de estimação na vida das pessoas, mesmo em contextos de extrema vulnerabilidade. A medida promete ser um passo importante para garantir dignidade e cuidado a todos, incluindo os mais fiéis companheiros.








