Viajar com pets no verão exige atenção redobrada para garantir a segurança e o bem-estar dos animais. Descubra os 5 cuidados essenciais para uma experiência positiva.

Com o aumento da adoção de animais de estimação, levar cães e gatos nas férias de verão tornou-se uma prática cada vez mais comum. A busca por hospedagens pet-friendly e o desejo de compartilhar momentos especiais impulsionam essa tendência. No entanto, para que a viagem seja realmente proveitosa, é fundamental que os tutores priorizem não apenas os cuidados físicos, mas também o bem-estar emocional e comportamental dos seus companheiros.

“Assim como nós, os pets também sentem ansiedade diante do desconhecido. Viagens envolvem mudanças de rotina, estímulos novos, ambientes diferentes e até interações inesperadas”, explica Cleber Santos, especialista em comportamento animal e CEO do Grupo Comportpet. Entender como o pet se comunica emocionalmente é a chave para tornar a experiência mais leve e segura.

Para auxiliar os tutores, Cleber Santos compartilhou cinco cuidados essenciais para uma viagem tranquila ao lado dos pets. As orientações focam em preparar o animal emocionalmente antes da partida, respeitar seu ritmo de adaptação em novos locais, fortalecer o vínculo para evitar fugas, identificar sinais de sobrecarga e garantir a segurança nos dias de calor intenso. Conforme informação divulgada pelo Grupo Comportpet, a chave para uma boa viagem é manter a estrutura emocional do animal, garantindo que ele perceba a família como sua base de segurança mesmo longe de casa.

1. Preparação Emocional e Familiaridade com a Rotina de Viagem

Antes de sair de casa, é crucial que o pet entenda que algo novo está por vir, mas que sua base de segurança, a família, permanecerá inalterada. Exercícios simples como trajetos curtos de carro e o contato prévio com a caixa de transporte e a caminha ajudam a criar familiaridade com o processo de viagem. Levar itens com o cheiro de casa, como um cobertor ou brinquedo preferido, reforça a sensação de continuidade da rotina.

“Quando o pet reconhece elementos conhecidos durante a viagem, ele se sente emocionalmente amparado”, afirma Santos. Manter horários parecidos de alimentação, descanso e passeios traz previsibilidade, que é sinônimo de segurança para o animal. O objetivo é que o pet vivencie a viagem como uma experiência positiva, e não como um desafio.

2. Respeite o Ritmo de Socialização em Novos Ambientes

Ao chegar a um local novo, tudo é estímulo para o pet: cheiros, sons, pessoas e espaços diferentes. Para que essa experiência seja positiva, é importante permitir que ele explore no seu próprio ritmo, sempre com o tutor por perto como referência. Ter um cantinho fixo, como a caminha ou uma manta, ajuda a criar um ponto de segurança e compreensão do ambiente.

“Nada deve ser forçado, o ideal é permitir alguns minutos de observação para que ele processe o ambiente e só depois comece a interagir”, orienta o especialista. A presença tranquila do tutor diminui o risco de ansiedade, medo ou reatividade, promovendo uma socialização saudável baseada em conexão emocional e segurança.

3. Prevenção de Fugas: Vínculo e Presença Ativa são Fundamentais

Ambientes abertos, como praias e parques, podem despertar curiosidade ou desconforto em alguns pets. O tutor deve se manter como referência de tranquilidade e conexão constante. Caminhar junto, brincar e incentivar a exploração sempre ao lado da família cria uma relação segura que reduz drasticamente o risco de fugas.

“A fuga não é sobre desobediência, é sobre desconexão. Quando o pet está emocionalmente ligado ao tutor, ele não busca se afastar”, reforça Santos. Verificar a coleira, manter a identificação atualizada e evitar sobrecarga de estímulos são cuidados importantes, mas o principal é o vínculo, que mantém o pet perto mesmo em locais com muitas distrações.

4. Identifique Sinais de Sobrecarga e Faça Pausas Estratégicas

Em destinos movimentados, o animal pode ficar eufórico, até que essa euforia se transforme em estresse. Sinais como bocejos em excesso, inquietação, chorinhos, respiração acelerada, lamber o focinho repetidamente e buscar refúgio próximo ao tutor indicam que o pet está no limite emocional.

“Quando o pet demonstra esses sinais, a pausa não é opcional, ela é essencial”, analisa o especialista. Parar alguns minutos, oferecer água, sombra e um toque de afeto restabelece o equilíbrio emocional e previne reatividade ou mal-estar físico. O pet sempre avisa quando precisa de ajuda, basta o tutor aprender a escutar o que o comportamento está dizendo.

5. Segurança no Calor: Diversão com Responsabilidade na Praia e em Locais Quentes

O ambiente de verão, especialmente em locais como praias, apresenta desafios específicos para os pets. Superfícies quentes, água salgada, estímulos intensos e o risco de desidratação exigem atenção. Ajustar horários de passeio para períodos mais frescos e garantir hidratação constante são cruciais para tornar o lazer mais seguro.

“Os coxins queimam muito rápido na areia quente, e o mar pode gerar irritações na pele e incômodo se não houver enxágue depois”, alerta Santos. A regra é simples: se está desconfortável para você, está ainda mais para o pet. Diversão com responsabilidade significa entender que o descanso e as pausas são tão importantes quanto a brincadeira.

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