Cães Ativos Impulsionam Exercício e Reduzem Telas Entre Adolescentes: Raças Influenciam Mais Atividade Física e Menos Sedentarismo Juvenil

A adolescência é um período crucial para a formação de hábitos saudáveis, mas a queda nos níveis de atividade física é uma preocupação crescente. Um estudo europeu traz uma perspectiva promissora: ter um cachorro em casa pode ser um grande aliado para manter os adolescentes mais ativos e longe das telas.

A pesquisa, publicada na revista científica “From furry friends to fit teens: unveiling the role of active dog breeds in shaping adolescent physical activity and screen time behaviors”, analisou dados de quase 3 mil adolescentes. O foco foi entender como a presença de cães e, mais especificamente, o nível de atividade de diferentes raças, impactam o comportamento dos jovens.

Os resultados indicam que a convivência com um pet pode ser uma estratégia eficaz para combater o sedentarismo juvenil, com benefícios notáveis, especialmente para as meninas. Conforme informação divulgada pelo estudo, morar com um cachorro pode elevar em 39% as chances de atingir a recomendação diária de 60 minutos de atividade física.

Meninas se Beneficiam Mais da Convivência com Cães

As meninas que vivem com cães demonstraram acumular mais minutos de atividade física moderada a vigorosa diariamente. Além disso, elas apresentaram uma redução significativa no tempo dedicado a telas, quando comparadas àquelas sem animais de estimação. A diferença média foi de 13 minutos extras de atividade física por dia.

Este benefício se intensifica quando a adolescente é a principal responsável pelos passeios com o cachorro. Nesses casos, a probabilidade de atingir a meta de 60 minutos diários de exercício mais que dobrou. Isso reforça a ideia de que a responsabilidade compartilhada estimula um estilo de vida mais ativo.

Raças Ativas Trazem Maiores Benefícios

Um dos aspectos mais inovadores da pesquisa foi a análise do impacto das diferentes raças de cães. Os pesquisadores classificaram os animais em pouco ativos, moderadamente ativos ou altamente ativos. O achado foi claro: quanto mais ativa a raça do cão, maior o benefício para os adolescentes.

Adolescentes que conviviam com raças altamente ativas acumularam até 34 minutos extras de atividade física por dia e reduziram em cerca de 27 minutos o tempo diário em frente às telas. Cães menos ativos, por outro lado, não apresentaram o mesmo efeito protetor significativo.

Meninos e a Redução do Tempo de Tela

Curiosamente, os efeitos positivos na atividade física não foram tão evidentes entre os meninos. O único benefício observado foi uma redução no tempo de tela para aqueles que conviviam com cães moderadamente ativos. Isso sugere que fatores comportamentais e sociais podem influenciar a forma como cada gênero interage com o animal.

Esses achados reforçam o potencial da convivência com cães como uma estratégia complementar para a promoção da atividade física, especialmente entre meninas adolescentes, um grupo mais vulnerável ao sedentarismo. Embora o estudo não estabeleça uma relação direta de causa e efeito, ele aponta caminhos relevantes para políticas de saúde e intervenções familiares.

É importante ressaltar que a adoção de um animal deve sempre considerar a responsabilidade e o bem-estar do cão, além das condições da família. No entanto, quando essa convivência ocorre de forma adequada, os benefícios podem transcender a saúde física, contribuindo também para o desenvolvimento emocional e social dos jovens.

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