Profissional de resgate de animais acaricia um cão resgatado, demonstrando a carga emocional do trabalho.

Trabalhadores de resgate animal enfrentam dilemas de saúde mental ao lidar com traumas

Pessoas envolvidas no resgate, tratamento e reabilitação de animais vítimas de abandono ou maus-tratos frequentemente vivenciam um turbilhão de emoções intensas. Essas experiências podem afetar significativamente a saúde mental desses indivíduos, impactando-os tanto em relação aos animais quanto em suas próprias vidas.

A psicanalista Marisol Sendin, coordenadora da Brinquedoteca Terapêutica do IPq – Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, explica que o contato com o sofrimento, a fragilidade e a impotência dos animais, além da eventual necessidade de lidar com a morte deles, evoca questões pessoais profundas.

Tudo isso mobiliza muito a nossa relação com as nossas fragilidades, com os nossos medos, com a nossa morte.

Sendin, que também é pediatra e hebiatra, aponta que transtornos como ansiedade generalizada, síndrome do pânico e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) podem acometer essas pessoas. A criação de uma rede de apoio e acolhimento é um fator crucial para a proteção da saúde mental daqueles que atuam na linha de frente desses cuidados.

A formação de uma rede de suporte permite que essas pessoas reconstruam a confiança no aspecto humano e social. Poder compartilhar as experiências traumáticas com outros ajuda a tornar a situação mais administrável psiquicamente. Ser acolhido em sua dor e vivenciar o luto, além de testemunhar a mobilização da sociedade, contribui para a recuperação da confiança.

Indivíduos com histórico preexistente de ansiedade ou depressão, ou que já passaram por traumas, podem ter a intensidade do sofrimento amplificada. Nesses casos, a busca por apoio psicológico e, se necessário, médico-psiquiátrico é recomendada.

Mas o importante é abrir o acesso para as pessoas poderem se avaliar na sua dor e não falar, “ora, era só um cachorro”. Esse tipo de atitude minimiza o sofrimento da pessoa em vez de acolhê-lo.

Por outro lado, o ato de resgatar e cuidar de um animal em vulnerabilidade traz retornos positivos. A recuperação física e comportamental do animal proporciona uma gratificação imensa.

Sendin destaca que o reconhecimento demonstrado pelo animal resgatado e cuidado é muito gratificante para quem se dedica a essa causa.

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