Funcionário da limpeza é atacado por pit bull no Ver-o-Peso; tutora é levada à delegacia
Um incidente preocupante marcou a manhã desta segunda-feira (16), nas proximidades do tradicional mercado Ver-o-Peso, em Belém. Um funcionário da limpeza pública foi atacado por um cachorro da raça pit bull. A tutora do animal foi levada à delegacia após o ocorrido, que reacende discussões sobre a segurança em espaços públicos e a responsabilidade de tutores de animais de grande porte.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o trabalhador ferido, sentado no chão e visivelmente abalado, aguardando socorro. A tutora do cão estava presente, segurando o animal pela coleira. No entanto, ela não utilizava focinheira, um item obrigatório por lei municipal para raças de grande porte em vias públicas.
O incidente e o socorro ao trabalhador
O ataque ocorreu em meio ao movimento habitual da área do Ver-o-Peso, atraindo a atenção de quem estava no local. Após o ataque, o funcionário recebeu os primeiros atendimentos e, segundo informações da Ciclus Amazônia, empresa responsável pela sua atuação, ele foi medicado e não corre risco de vida, passando bem.
Ação policial e responsabilização da tutora
A Polícia Militar foi acionada e conduziu a tutora do pit bull à Seccional Urbana de São Brás. Lá, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por omissão na guarda de animal perigoso. O caso será investigado pela Polícia Civil.
Legislação e o debate sobre segurança
A legislação municipal de Belém estabelece que cães de raças consideradas perigosas, como pit bull, rottweiler e doberman, devem obrigatoriamente usar coleira, guia curta (até um metro) e focinheira quando em vias e logradouros públicos. O descumprimento dessas normas pode acarretar multas e outras sanções, além da responsabilização civil e criminal em caso de ataques.
Este incidente reforça a importância da fiscalização e do cumprimento das leis de posse responsável de animais, especialmente em áreas de grande circulação de pessoas como o Ver-o-Peso. A investigação policial buscará esclarecer todos os detalhes do ocorrido e determinar a extensão da responsabilidade da tutora.
A Ciclus Amazônia informou que está acompanhando o caso e à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.








