Cão da raça Poodle com olhar demonstrando fraqueza, um dos sintomas de diabetes canina.

Veterinários dizem quais são os principais sintomas de diabetes canina

A diabetes é uma condição crônica que pode afetar cães, assim como humanos. Ela ocorre quando o organismo do animal para de produzir ou utiliza de forma inadequada a insulina, resultando em altos níveis de glicose no sangue. Em cães, o tipo mais comum é a diabetes tipo 1, onde o pâncreas não produz insulina suficiente. Sem o tratamento adequado, essa doença pode levar a sérias complicações, incluindo vômitos, fraqueza, cegueira por catarata e, em casos graves, ser fatal.

Identificar os sinais precocemente é crucial. Veterinários destacam que os primeiros sintomas podem ser sutis e facilmente confundidos com o envelhecimento natural. No entanto, mudanças significativas no comportamento e na saúde do pet merecem atenção especial. A doença geralmente se manifesta em cães que estão transitando da fase adulta para a idosa, por volta dos 7 anos de idade.

Principais sinais de alerta para diabetes em cães

Veterinários apontam uma série de sintomas que podem indicar a presença de diabetes canina. Ficar atento a essas mudanças é o primeiro passo para garantir a saúde do seu companheiro:

  • Aumento da sede e da frequência urinária: O cão bebe mais água do que o normal e, consequentemente, urina com mais frequência, com a urina geralmente mais transparente.
  • Perda de peso: Mesmo que o animal esteja comendo normalmente ou até mais, a perda de peso é um sintoma preocupante.
  • Fraqueza e indisposição: Uma queda notável nos níveis de energia e no interesse por atividades.
  • Problemas oculares: O desenvolvimento de catarata, caracterizada pelo esbranquiçamento do olho, é um sinal comum.
  • Mau hálito: Um odor adocicado ou semelhante a acetona no hálito do cão pode ser um indicativo.

Fatores de risco e predisposição

A ocorrência de diabetes em cães pode ser influenciada por uma combinação de fatores genéticos e hábitos de vida. Animais com sobrepeso ou obesidade correm um risco maior, assim como aqueles com condições como hipotireoidismo e pancreatite, que podem gerar resistência à insulina. O uso de medicamentos, especialmente corticoides, também pode elevar a chance de desenvolvimento da doença.

Segundo o professor de medicina veterinária Fernando Resende, do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos (Uniceplac), fêmeas não castradas podem apresentar maior resistência à insulina em certas fases hormonais, o que pode precipitar o quadro. Algumas raças, como Poodle, Schnauzer, Dachshund e Yorkshire Terrier, possuem maior predisposição genética devido a características metabólicas específicas.

A importância do diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da diabetes canina é feito pelo médico veterinário com base no histórico clínico do animal, exames de sangue e urina. A presença de glicose na urina, associada a níveis elevados de glicose no sangue, reforça fortemente a suspeita. Testes adicionais podem ser solicitados para avaliar outras condições, como pancreatite.

O tratamento, que dura por toda a vida do pet, geralmente envolve a administração diária de insulina e o monitoramento regular dos níveis de glicose. “Se houver glicose na urina, a suspeita de diabetes é muito forte, pois isso indica que o nível de açúcar no sangue está elevado. A confirmação ocorre quando a glicose sanguínea também aparece alta no exame”, explica a veterinária Kássia Vieira, professora da Universidade Católica de Brasília (UCB).

A complicação mais grave é a evolução do quadro para cetose diabética (acidificação perigosa do sangue), que pode cursar com vômitos, desidratação, fraqueza intensa, prostração, necessidade de atendimento de urgência e internação.

A falta de tratamento pode levar a complicações severas, como fraqueza intensa, dificuldade respiratória, descompensação metabólica, cegueira e infecções recorrentes, aumentando o risco de óbito.

Prevenção e acompanhamento veterinário

Para prevenir a diabetes canina, é fundamental manter uma rotina equilibrada para o cão, com alimentação balanceada e exercícios físicos diários. A atenção aos sinais comportamentais e a genética do animal também são importantes. A veterinária Kássia Vieira recomenda check-ups anuais com exames de sangue, especialmente para cães com mais de 7 anos, como forma de garantir um acompanhamento de saúde eficaz.

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