Leishmaniose Visceral Canina exige atenção redobrada devido aos sintomas sutis e forma de transmissão específica
A Leishmaniose Visceral Canina (LVC) é uma das doenças parasitárias de maior preocupação na medicina veterinária brasileira, capaz de afetar tanto cães quanto humanos. Segundo o Programa de Cuidados ao Paciente Crônico da Petlove, um percentual de 11% dos cães acompanhados pela iniciativa já convive com a condição, que demanda um monitoramento contínuo e rigoroso. A Petlove, por meio de seus planos de saúde, destaca a importância do acompanhamento.
A transmissão da LVC ocorre exclusivamente pela picada da fêmea do inseto flebotomíneo, popularmente conhecido como “mosquito-palha”. Este vetor, ao se alimentar de um animal infectado, adquire o parasita e o dissemina para cães saudáveis e também para seres humanos. O médico-veterinário Pedro Risolia, da Petlove, enfatiza que, ao contrário de outras enfermidades, a leishmaniose não se propaga por contato direto entre animais, como lambidas ou mordidas. Por isso, o controle do vetor e o uso de repelentes são ações de suma importância.
Sintomas da Leishmaniose Visceral Canina podem demorar a aparecer
Os sinais clínicos da leishmaniose podem manifestar-se de forma lenta, levando meses ou até anos para serem perceptíveis. Entre os indicadores mais comuns estão o crescimento excessivo das unhas, perda de peso acentuada, queda de pelo, descamação da pele e o surgimento de feridas que demoram a cicatrizar, especialmente nas regiões do focinho e das orelhas.
É crucial notar que muitos animais podem apresentar a doença de forma assintomática, o que reforça a necessidade de exames periódicos. “Nem sempre o tutor percebe sinais evidentes de que algo está errado, e por isso o acompanhamento veterinário é essencial”, alerta Pedro Risolia. O diagnóstico precoce é fundamental para a adoção de medidas que garantam a qualidade de vida do animal e evitem que ele se torne um hospedeiro para a proliferação do parasita através do mosquito.
Tratamento e prevenção visam bem-estar e interrupção do ciclo
Apesar dos desafios diagnósticos, existem tratamentos aprovados que permitem aos cães portadores da leishmaniose viverem com bem-estar. O objetivo do tratamento é diminuir a carga parasitária, prevenindo o desenvolvimento de quadros graves e interrompendo o ciclo de transmissão da doença. O cuidado com o animal deve contemplar consultas veterinárias frequentes, uma dieta balanceada e o uso contínuo de métodos repelentes.
“Existem testes rápidos e exames de sangue mais precisos que auxiliam no diagnóstico. Para prevenir, o pet deve utilizar sempre coleiras repelentes”, orienta o profissional da Petlove. Adicionalmente, a manutenção de ambientes limpos, livre do acúmulo de matéria orgânica – local de reprodução do mosquito-palha – é uma medida preventiva essencial.








