Especialista em medicina veterinária Fabiana Volkweis dá orientações sobre como agir em casos de ataques de cães.

Especialista em medicina veterinária detalha como se proteger de ataques de cães após aumento de internações em 43%

O Brasil registrou um expressivo aumento de 43,41% nas internações decorrentes de ataques de cachorros nos últimos anos. Os números passaram de 949 hospitalizações em 2020 para 1.361 no ano seguinte, conforme dados do Ministério da Saúde (DataSUS). Diante desse cenário, a docente de medicina veterinária Fabiana Volkweis, do Centro Universitário de Brasília (CEUB), oferece orientações sobre como agir para evitar um ataque e o que fazer em caso de mordida.

A forma de reagir ao se deparar com um cão solto pode ser crucial para prevenir um possível ataque. A especialista Fabiana Volkweis recomenda, primeiramente, manter a calma. É fundamental evitar correr, gritar, realizar movimentos bruscos ou encarar o animal, pois essas atitudes podem estimular o instinto de perseguição e ameaça.

“O ideal é manter postura firme, evitar confronto direto e se afastar lentamente. Caso o cão se aproxime de forma agressiva, a recomendação é utilizar objetos como mochila ou bolsa como barreira física e proteger regiões sensíveis do corpo, como mãos, rosto e pescoço”, aconselha a professora.

Em situações onde o ataque é inevitável, a veterinária destaca a importância de uma ação imediata em relação à mordida. A primeira medida indicada é lavar o ferimento com água e sabão. Posteriormente, é essencial buscar atendimento médico para avaliação profissional, que determinará a necessidade de vacinas ou outros cuidados específicos.

Volkweis enfatiza que a gravidade das mordidas não deve ser subestimada, mesmo que o animal aparente boa saúde. “Mordidas podem provocar infecções, inclusive doenças como a raiva. Não se deve subestimar o risco, mesmo para o animal que aparenta ser saudável”, alerta a especialista.

A professora também ressalta a urgência em fortalecer políticas voltadas à conscientização sobre guarda responsável de animais, controle populacional e prevenção. Segundo ela, a guarda responsável implica em impedir que o animal tenha acesso livre às ruas, evitando exposições a riscos como atropelamentos, brigas e contração de doenças.

O crescimento urbano desordenado, o abandono de animais e a ausência de programas de saúde animal são apontados como fatores que contribuem para o aumento desse tipo de ocorrência. Fabiana Volkweis considera que “a situação demanda resposta imediata, tanto do poder público quanto da sociedade. Não se trata apenas de segurança, mas também de saúde pública.”

A legislação brasileira estabelece que o tutor é o responsável pelos danos causados por seu pet. Permitir que o animal circule livremente configura negligência e, em caso de ataque, a vítima tem o direito de registrar boletim de ocorrência e processar o dono do animal. Denúncias podem ser feitas à administração regional e a órgãos de vigilância ambiental.

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