Pessoa passeando com cachorro em parque

Ter um pet pode estar ligado a menor risco de doenças

Descubra como a convivência com cães e gatos pode estar associada a um menor risco de doenças e melhores indicadores de bem-estar.

Ter um pet pode estar ligado a menor risco de doenças

Pesquisas recentes sugerem que a convivência com animais de estimação pode trazer benefícios significativos para a saúde física e emocional. Estudos apontam que pessoas que possuem cães ou gatos tendem a apresentar melhores indicadores de bem-estar quando comparadas àquelas que não convivem com animais.

Um exemplo notável é o do microbiologista Dhruv Kazi. Durante o período de isolamento imposto pela pandemia de Covid-19, Kazi, que havia se mudado para Boston para um cargo na Universidade de Harvard, adotou um cachorro chamado Rumi em 2021. A presença do animal transformou sua rotina, incentivando caminhadas mais frequentes e um estilo de vida mais ativo, o que despertou seu interesse científico sobre os efeitos positivos da interação com pets.

Benefícios para a saúde e longevidade

Estudos epidemiológicos reforçam a ideia de uma conexão entre ter um animal de estimação e resultados de saúde aprimorados. Uma análise divulgada em 2019 indicou que indivíduos que convivem com pets podem ter um risco até 24% menor de mortalidade por qualquer causa quando comparados a quem não tem animais.

A pesquisa também destacou que ter um gato pode estar associado a uma redução de 15% no risco de morte por doenças cardiovasculares, como infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVC).

Fatores que contribuem para o bem-estar

Especialistas apontam que a capacidade dos animais de estimação em estimular a atividade física, promover a interação social e auxiliar na redução do estresse são fatores chave para esses benefícios. Baumann, em suas pesquisas, fez uma distinção importante entre simplesmente ter um cachorro em casa e o ato de passear com ele.

Um estudo conduzido por ele mostrou que moradores que passeavam com seus pets apresentaram níveis mais elevados de atividade física. A professora de epidemiologia molecular na Universidade de Uppsala, Suécia, Tove Fall, corrobora essa visão, indicando que o hábito de caminhar com o cão pode influenciar positivamente o estilo de vida dos tutores, pois o ambiente doméstico é compartilhado.

Um estilo de vida mais saudável

Os benefícios observados parecem ser resultado da combinação de múltiplos fatores. A presença de um animal pode ser um gatilho para a prática regular de exercícios, aumentar as oportunidades de socialização e diminuir sentimentos de solidão.

A convivência com animais pode contribuir para hábitos mais saudáveis e para a melhora da qualidade de vida.

Ainda que muitas evidências demonstrem apenas uma associação e não necessariamente uma relação direta de causa e efeito, muitos cientistas avaliam positivamente o papel dos animais de estimação na promoção de um bem-estar geral e na melhoria da qualidade de vida de seus tutores.

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