Cientistas brasileiros desenvolvem proteína que restaura movimentos em animais com paralisia e avança para testes em humanos
Um cão chamado Teodoro, que havia perdido completamente os movimentos das patas traseiras após uma grave lesão na medula espinhal, recuperou a capacidade de andar graças à aplicação de polilaminina. Este avanço é fruto de um teste clínico pioneiro realizado na UFRJ com a substância desenvolvida no Brasil para estimular a regeneração nervosa. Admílson Santos, tutor do animal, testemunhou a recuperação surpreendente.
Durante seis meses, Teodoro recebeu injeções da polilaminina na região da coluna, sob acompanhamento da equipe da professora Tatiana Sampaio. A proteína demonstrou ser capaz de guiar a reconstrução dos tecidos lesionados, restabelecendo a comunicação nervosa e devolvendo a sensibilidade e mobilidade ao cão. Este sucesso serviu como prova de conceito fundamental para a credibilidade internacional da pesquisa.
O êxito obtido com Teodoro e outros animais do grupo de teste foi crucial para que a Anvisa autorizasse o início dos testes em pacientes humanos. Essa etapa, já em andamento, apresenta retornos considerados extraordinários por pesquisadores e voluntários.
Um dos casos de destaque nos testes com humanos é o de Bruno Drummond de Freitas, que recuperou movimentos significativos e voltou a praticar esportes após ficar tetraplégico em decorrência de um acidente em 2018. Outros voluntários com lesões medulares graves também relataram melhora, incluindo retomada de sensibilidade e contrações musculares em casos de transecção completa da medula.
A eficácia da polilaminina em reconstruir fibras nervosas humanas transforma o que antes era considerado paralisia permanente em um processo viável de reabilitação e autonomia. A inovação reside na capacidade da proteína de restabelecer a comunicação nervosa, agindo diretamente na causa do problema.
Os relatos iniciais dos voluntários indicam não apenas melhoras físicas, mas um ganho substancial na qualidade de vida e independência. Este cenário tem gerado grande entusiasmo na comunidade científica internacional e acelerado discussões para a futura disponibilização do medicamento.







