Cientistas alertam para risco de coronavírus canino se tornar uma ameaça pandêmica global
Uma nova preocupação emerge no cenário de saúde pública global com a identificação de um coronavírus canino, até então pouco conhecido, que circula entre cães. Cientistas alertam que, embora a doença seja rara em humanos, existe a possibilidade de o vírus se adaptar e transmitir entre pessoas, potencialmente desencadeando uma futura pandemia focada em animais, conforme informações do Diário do Comércio.
Apesar de não ter relação direta com o SARS-CoV-2, causador da Covid-19, o coronavírus canino é altamente infeccioso entre cachorros, especialmente em ambientes como canis. A rara ocorrência em humanos, contudo, não afasta o risco. Em 2021, pesquisadores detectaram uma cepa do vírus em um profissional de saúde dos EUA que esteve no Haiti. No mesmo ano, uma variante similar foi encontrada em uma criança com pneumonia na Malásia.
Desde então, o patógeno foi identificado em outros indivíduos com problemas respiratórios no Sudeste Asiático, incluindo Tailândia e Vietnã, além de um caso no estado de Arkansas, nos Estados Unidos. O alerta científico reforça que a falta de vigilância e investimento em saúde pode facilitar a disseminação do coronavírus entre humanos.
“As evidências disponíveis sugerem que representam uma ameaça relevante à saúde pública”, declararam os pesquisadores, enfatizando a necessidade de monitoramento contínuo.
Sintomas do coronavírus em cachorros
Conforme detalhado pelo site Petz, o coronavírus canino afeta predominantemente o sistema gastrointestinal dos cães. Os principais sintomas observados incluem:
- Vômitos
- Apatia
- Perda de apetite
- Diarreia
- Presença de sangue nas fezes
Na maioria dos casos, o sistema imunológico dos cães é capaz de combater a infecção de forma autônoma. No entanto, a doença pode agravar-se, especialmente em filhotes e animais idosos, elevando o risco de complicações mais sérias.






