Médico veterinário examina cão idoso em clínica com foco na doença grave.

Projeto de Lei na Câmara dos Deputados permite que trabalhadores utilizem recursos do FGTS para custear tratamentos de saúde de seus animais de estimação em casos de doenças graves. A proposta visa atender a realidade das chamadas ‘famílias multiespécie’, onde pets são considerados membros da família.

A proposta em análise na Câmara dos Deputados, sob o Projeto de Lei 6772/25, prevê a alteração da legislação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para viabilizar a movimentação de recursos em prol da saúde de animais de estimação de propriedade do trabalhador ou sob sua responsabilidade.

Para que o saque seja liberado, o interessado deverá apresentar documentação específica. Serão exigidos a comprovação de propriedade ou guarda do animal, um laudo técnico emitido por um médico-veterinário que ateste a doença grave e um orçamento ou relatório detalhando os custos estimados para o tratamento.

O projeto lista como doenças graves que justificam a liberação de fundos as neoplasias malignas (câncer), infecções com risco de morte e insuficiências orgânicas em estágio avançado ou irreversível. Doenças raras, degenerativas ou que causem incapacidade também poderão ser contempladas, mediante regulamentação futura do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Conselho Federal de Medicina Veterinária.

O deputado Duda Ramos (MDB-RR), autor da proposição, destaca a relevância da medida ao reconhecer o papel dos animais nas estruturas familiares brasileiras. “Atualmente, milhares de famílias veem seus animais morrerem por falta de condições de custear o tratamento”, afirma o deputado. A proposta busca oferecer um amparo financeiro em momentos de necessidade, quando a vida do pet está em risco.

As regras estabelecem que o saque poderá ser efetuado uma vez ao ano por animal, com exceção de situações em que a doença reapareça ou se agrave. O valor máximo para o saque ainda será definido pelo Poder Executivo em fase de regulamentação.

O projeto agora seguirá para análise conclusiva nas comissões de Trabalho, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne lei, a proposta necessita da aprovação tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado Federal.

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