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Descubra como o interesse por tecnologia para pets está crescendo. Saiba quais ferramentas são mais procuradas e as barreiras para adoção.
A tecnologia começa a ganhar espaço nos cuidados com animais de companhia, com uma parcela significativa dos tutores demonstrando interesse em adotar soluções digitais para monitorar a saúde e o bem-estar de seus pets. Um estudo recente aponta que 40% dos responsáveis possuem interesse em utilizar aplicativos e wearables para essa finalidade. Apesar desse anseio, a adoção efetiva ainda está em desenvolvimento, com apenas 23% dos tutores afirmando já empregar alguma ferramenta digital no cotidiano de seus animais.
Esses dados refletem um momento de transição no mercado pet. Há um reconhecimento claro do potencial que a tecnologia oferece para aprimorar os cuidados, mas a integração dessas soluções na rotina diária ainda não se consolidou totalmente. Isso indica uma oportunidade para o desenvolvimento e a divulgação de ferramentas que facilitem essa adesão.
Entre os tutores que já abraçaram a tecnologia, os dispositivos de geolocalização (GPS) se destacam como os mais utilizados. O principal motivador para a escolha desses aparelhos é o aumento da segurança, especialmente para prevenir fugas ou desaparecimentos, reduzindo a ansiedade dos responsáveis. Por outro lado, recursos focados no monitoramento detalhado de saúde, comportamento e níveis de atividade física ainda se encontram em estágios iniciais de adoção pela maioria.
O estudo, que ouviu 483 responsáveis por animais em diversas regiões, também identificou que o interesse por tecnologia pet é mais acentuado em perfis urbanos, entre os mais jovens e nas classes socioeconômicas médias e altas. Esses grupos tendem a estar mais abertos a inovações e a buscar novas formas de aprimorar o cuidado com seus companheiros.
Apesar do crescente interesse, alguns fatores ainda representam barreiras significativas para a adoção em larga escala de tecnologias para pets. O custo dos dispositivos e serviços, a percepção de que são ferramentas complexas, o possível desconforto do animal com o uso de wearables e a dificuldade em visualizar benefícios práticos imediatos no dia a dia são pontos cruciais que influenciam a decisão de compra e uso.
Bernardo Soares, médico-veterinário e diretor One Health da UPPartner, destaca que a relação entre tutor e animal é a base de todo cuidado. “A tecnologia, quando é simples e bem integrada, tem potencial para reforçar essa relação, ajudando a acompanhar a saúde, a prevenir problemas e a tomar decisões mais informadas”, afirma.
O estudo sugere que as soluções digitais ganham maior valor quando proporcionam ganhos concretos, como a prevenção de doenças, o acompanhamento contínuo da saúde e a oferta de maior tranquilidade aos tutores, indo além do simples apelo tecnológico. A integração entre aplicativos, histórico clínico e orientação veterinária emerge como uma estratégia promissora para converter o interesse em uso efetivo.
A análise aponta para uma tendência clara no cuidado animal: um modelo cada vez mais híbrido. Este modelo combina o vínculo emocional e a presença física do tutor com o suporte de ferramentas digitais. Essa evolução se assemelha ao que ocorreu na área da saúde humana, onde a digitalização cresceu ao responder a necessidades reais e se adaptar às rotinas das famílias.
“O cuidado animal é, e continuará a ser, profundamente relacional. A tecnologia e a digitalização surgem como meios naturais para sustentar essa ligação, permitindo mais informação, mais acompanhamento e decisões mais conscientes ao longo da vida do animal”, conclui Bernardo Soares. A expectativa é que, à medida que as soluções se tornem mais acessíveis e intuitivas, o uso de tecnologia para pets se torne cada vez mais comum, promovendo uma vida mais longa e saudável para os animais de companhia.