Pulgas e carrapatos: A ameaça que não tira férias e exige atenção redobrada dos tutores
A preocupação com pulgas e carrapatos é uma constante na vida de tutores de pets, e com razão. Esses parasitas, longe de serem apenas um incômodo passageiro, representam um sério risco à saúde de cães, gatos e até mesmo de humanos. A ideia de que áreas urbanas são ambientes seguros está longe de ser uma realidade, pois esses visitantes indesejados podem se instalar em qualquer lugar, desde praças e jardins até o conforto do lar.
A veterinária Kathia Soares, da MSD Saúde Animal, reforça a importância da vigilância contínua: “A gente precisa entender que não existe ambiente 100% livre desses parasitas. O risco está presente tanto em áreas rurais quanto em grandes cidades, e a prevenção contínua é a forma mais eficaz de proteger cães e gatos”.
O mito da segurança urbana e a realidade da infestação
Um dos erros mais comuns é acreditar que grandes centros urbanos oferecem uma barreira natural contra pulgas e carrapatos. No entanto, a realidade é que esses parasitas encontram diversas formas de chegar às residências. Roupas, sapatos, visitas e até mesmo outros animais da vizinhança podem ser veículos para a infestação. Por isso, mesmo pets que não têm contato direto com o exterior, ou seja, que raramente saem de casa, necessitam de proteção regular e eficaz.
O risco que persiste o ano inteiro, mesmo no frio
Embora o calor seja conhecido por acelerar o ciclo de reprodução desses parasitas, o frio não representa uma trégua. A veterinária Kathia Soares explica que, durante os meses mais gelados, as pulgas tendem a procurar locais fechados e aquecidos para sobreviver e se multiplicar. Isso significa que o risco de infestação e a necessidade de proteção não diminuem, mesmo nos períodos de temperaturas mais baixas. A atenção deve ser constante, independentemente da estação do ano.
Cuidado com receitas caseiras: a eficácia comprovada é o caminho
Em meio à busca por soluções, muitas vezes surgem recomendações de receitas caseiras, como o uso de vinagre, que circulam em vídeos e postagens na internet. No entanto, a veterinária alerta para os perigos dessas práticas. O vinagre, por exemplo, não é eficaz na eliminação de pulgas e carrapatos e, pior ainda, pode causar mal-estar e problemas de saúde aos animais. A recomendação oficial e mais segura é sempre optar por produtos com eficácia comprovada, desenvolvidos especificamente para o controle desses parasitas.
Parasitas em humanos: um perigo real e subestimado
A infestação por pulgas e carrapatos não afeta apenas os animais de estimação. Em situações de surto, é comum que pessoas, especialmente crianças, tornem-se vítimas das picadas desses parasitas. Além do desconforto imediato, há um risco significativo de transmissão de doenças graves, tanto para os pets quanto para os humanos. Ignorar a gravidade do problema e tratá-lo apenas como um mero incômodo pode colocar a saúde de toda a família em risco.
A rápida multiplicação e o ciclo de infestação
O poder de reprodução das pulgas é impressionante, com uma única fêmea sendo capaz de depositar até 50 ovos por dia. Esse número, aliado às condições favoráveis, pode levar a uma infestação generalizada em questão de semanas. As larvas, em seus estágios iniciais, se escondem em locais de difícil acesso, como tapetes, sofás, frestas de pisos e até mesmo em camas de pets, tornando a erradicação ainda mais desafiadora. É por essa razão que a maior parte da infestação, muitas vezes, encontra-se no ambiente, e não apenas no animal.
Doenças graves transmitidas por pulgas e carrapatos
A falta de prevenção adequada abre portas para uma série de doenças sérias, que podem ter consequências graves para a saúde dos animais. Entre as enfermidades mais preocupantes estão a erliquiose, a babesiose, a febre maculosa e a micoplasmose. A veterinária Kathia Soares enfatiza: “Considerar o problema apenas um incômodo coloca a saúde do pet em risco”. A prevenção é, portanto, a ferramenta mais poderosa contra essas ameaças.
Prevenção constante: a chave para um lar livre de parasitas
É fundamental compreender que a luta contra pulgas e carrapatos não se resume a um tratamento pontual. A prevenção deve ser uma rotina diária e constante. Os antiparasitários não devem ser vistos apenas como um remédio para quando o problema já se instalou, mas sim como ferramentas essenciais de proteção diária. Produtos com ação prolongada são particularmente eficazes, pois atuam quebrando o ciclo de vida dos parasitas e reduzindo drasticamente o risco de uma nova infestação.








