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Descubra quando a queda de pelos em cães e gatos é normal e quando pode indicar problemas de saúde. Saiba os sinais de alerta e a importância da consulta veterinária.
A perda de pelos é um processo natural para cães e gatos, fazendo parte do ciclo de vida da pele e da pelagem. No entanto, nem toda queda é comum. Alterações dermatológicas, questões hormonais, infecções ou até mesmo fatores do cotidiano podem intensificar a perda de forma preocupante. Especialistas alertam que, embora seja comum associar o aumento de pelos soltos à troca de estação, alguns sinais indicam que a situação transcende o fisiológico e requer avaliação veterinária.
Identificar quando a queda de pelos se torna um problema é crucial para a saúde do seu pet. Áreas falhadas no corpo, coceira persistente, feridas na pele ou mudanças notáveis no comportamento são indicativos claros de que algo não vai bem. A médica-veterinária dermatologista Larissa Freitas ressalta a importância de observar o padrão e os sinais associados à queda para buscar ajuda profissional no momento certo.
A renovação constante dos pelos é um sinal de pele saudável em cães e gatos. Esse ciclo natural envolve fases de crescimento, repouso e, consequentemente, queda. Em muitas raças, essa troca é mais perceptível em períodos de transição climática, levando a uma quantidade maior de pelos pela casa e durante a escovação. Segundo Larissa Freitas, essa perda fisiológica ocorre de maneira gradual e uniforme, sem causar danos ou alterações visíveis na pele.
“Quando a perda acontece dentro do processo fisiológico, o animal não apresenta nenhuma alteração fisiológica. A pele permanece saudável e a pelagem continua sendo reposta normalmente”, afirma a veterinária.
A intensidade dessa troca natural pode variar significativamente, influenciada por fatores como a raça do animal, sua idade, a densidade da pelagem e a frequência com que é escovado.
Quando a queda de pelos vem acompanhada de sinais visíveis na pele ou alterações comportamentais, é fundamental considerar a situação como anormal. Nesses casos, a consulta com um veterinário torna-se indispensável para um diagnóstico preciso. Os principais sinais que merecem atenção incluem:
A médica-veterinária explica que esses sintomas podem estar associados a uma série de condições dermatológicas. As causas são variadas, incluindo desde alergias e infestações por parasitas até infecções bacterianas ou fúngicas. Doenças hormonais também são apontadas como uma causa comum de alterações na pelagem.
Mudanças no comportamento do pet também podem sinalizar desconforto. Animais que se coçam persistentemente, esfregam o corpo em móveis ou se lambem de forma compulsiva podem estar tentando aliviar irritações cutâneas.
Diversos fatores podem desencadear a perda anormal de pelos em cães e gatos, sendo as doenças de pele, parasitas, alergias e desequilíbrios hormonais os mais frequentes. Infestações por pulgas e ácaros, por exemplo, são comuns e provocam intensa coceira, levando à queda de pelos como consequência do ato de se coçar ou lamber.
As alergias, que podem ter origem alimentar, em picadas de insetos ou em fatores ambientais, também resultam em irritação cutânea e perda de pelagem. Infecções bacterianas e fúngicas representam outro grupo de causas significativas, manifestando-se por meio de descamação, vermelhidão e áreas sem pelos. Alterações hormonais podem interferir diretamente no ciclo de crescimento dos fios, impactando a saúde da pelagem.
Larissa Freitas enfatiza que a identificação precisa da causa é possível apenas através de uma avaliação clínica detalhada, que pode incluir exames complementares.
“Cada doença dermatológica apresenta características específicas. Por isso, o diagnóstico depende de exame clínico detalhado e, em alguns casos, de exames complementares”, afirma.
A nutrição também desempenha um papel vital na saúde da pelagem. Dietas inadequadas ou desequilibradas podem comprometer a qualidade da pele e dos pelos.
Diante de qualquer alteração notável na pelagem, é desaconselhável o uso de soluções caseiras ou produtos não prescritos. O tratamento eficaz depende diretamente da causa identificada. Enquanto algumas situações se resolvem com manejo de parasitas ou ajustes alimentares, outras demandam terapias específicas e acompanhamento prolongado.
“Nem toda queda de pelos exige tratamento complexo, mas é essencial identificar a causa corretamente. Quando o diagnóstico é feito precocemente, o manejo costuma ser mais simples e o prognóstico é melhor”, ressalta Larissa Freitas.
A avaliação clínica veterinária é fundamental para descartar doenças que podem agravar-se sem tratamento. O acompanhamento profissional também orienta sobre cuidados preventivos, como o controle periódico de parasitas, a manutenção da higiene cutânea e uma rotina adequada de escovação.
Adotar medidas simples pode fazer uma grande diferença na saúde da pele e da pelagem de cães e gatos. A escovação regular é uma prática essencial, pois, além de remover pelos soltos, permite a observação de alterações precoces, como falhas, feridas ou a presença de parasitas.
Uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes essenciais, contribui para a manutenção da pele e dos pelos. O controle regular de parasitas externos, como pulgas e carrapatos, também é parte da rotina preventiva, uma vez que infestações estão entre as causas mais comuns de problemas dermatológicos.
Larissa Freitas reforça a importância da observação diária:
“Os responsáveis costumam ser os primeiros a perceber mudanças na pelagem ou no comportamento. Sempre que algo parecer diferente do padrão habitual, a orientação é procurar avaliação veterinária”, conclui.
Em resumo, a queda de pelos em cães e gatos nem sempre é normal. Sinais como falhas, coceira intensa ou alterações na pele exigem atenção veterinária imediata para garantir o bem-estar e a saúde do seu animal de estimação.